Pontos Funchal Monte: Monte

Parque Leite Monteiro

Parque Leite Monteiro

O Parque Municipal do Monte / Parque Leite Monteiro é um dos locais mais visitados nesta vila do Monte com vista para a bela baía do Funchal. É um jardim romântico e bem mantido que oferece aos visitantes uma grande variedade de flores, arbustos e velhas árvores. É o local ideal para um ameno passeio admirando a beleza da natureza.

A FESTA DE NOSSA SENHORA DO MONTE

A FESTA DE NOSSA SENHORA DO MONTE

A Romaria de Nossa Senhora do Monte data dos primórdios da colonização da ilha, e é, sem dúvida, o maior e mais concorrido arraial cristão da Madeira.

A festa começa no dia 14 de Agosto. Na noite, desse dia, reina a animação, é a grande noite de folia. Milhares de pessoas espalham-se pelo o centro da freguesia, onde nada falta, desde as tradicionais “espetadas” de carne de vaca, às bebidas regionais da ilha apropriadas a um arraial como este. Ao longo de toda noite cantam e bailam, tanto os ritmos mais modernos como os mais tradicionais.

No dia seguinte, 15 de Agosto, é o dia Santo de Guarda. Após a missa, grande número de fiéis acompanham a procissão, que percorre parte da freguesia.

Jardim Tropical Monte Palace

Jardim Tropical Monte Palace

O Jardim Tropical Monte Palace localiza-se no cimo de uma linda colina com vistas deslumbrantes sobre a baía do Funchal. O Monte Palace foi outrora um local de importância histórica pois foi no século XVIII um luxuoso hotel que albergou muitos hóspedes importantes. Hoje, a Fundação Berardo, transformou esta belíssima propriedade num museu e jardim. Aqui encontrará plantas e flores exóticas de muitos continentes e também animais como patos, cisnes brancos e negros, pavões, galinhas e carpas Koi. É uma experiência inolvidável passear neste belo jardim.

Quinta Jardins do Imperador

Quinta Jardins do Imperador

Quinta Jardins do Imperador, última residência de Carlos I da Áustria, escolheu viver no Monte face ao exílio a que foi forçado pela queda do Império Austro-Húngaro. A quinta, à época, chamava-se Quinta Cossart, nome de um anterior proprietário, e foi cedida à família imperial no exílio pela família Rocha Machado que a tinha entretanto adquirido.

Foi construída no Monte no século XVIII por James Gordon que criou o jardim e também um torre Malakoff conhecidos como Quinta do Monte. Em 1899 a propriedade foi adquirida pelo banqueiro Rocha Machado que em 1921 a ofereceu como residência temporária do Imperador Carlos I da Áustria e de sua família. Hoje em dia esta propriedade pertence ao Governo regional e recebeu o nome do Imperador. A Quinta dos Jardins do Imperador tem na magnífica arquitectura da torre Malakoff um café rodeado de árvores e de um colorido roseiral, numa paisagem idílica com vista sobre o Funchal.

nota: No presente encontra-se encerrada ao público.

O CULTO A NOSSA SENHORA DO MONTE

O CULTO A NOSSA SENHORA DO MONTE

O culto a Nossa Senhora do Monte vem de tempos imemoriais.

Quando Adão Gonçalves Ferreira mandou construir a primitiva Ermida de Nossa Senhora da Incarnação, em 1470, nasceu, ali, o culto mariano em honra e louvor àquela que, noventa e cinco anos depois teria o titulo de Nossa Senhora do Monte.

À Virgem Miraculosa é atribuída a lendária cena da aparição e obtidos outros favores celestiais solicitados, à Virgem, em ocasiões aflitivas da população madeirense. Esse mesmo culto foi-se, a pouco e pouco, expandido e generalizado por toda ilha, passando, depois, a muitos outros recantos do mundo, onde se encontram imigrantes madeirenses. Esse culto religioso acentuou-se, ainda mais, quando, em 1950, foi instituída a «Confraria dos Escravos de Nossa Senhora doMonte».

São várias as lendas de Nossa Senhora do Monte que passaram, de geração em geração, desde os primórdios do povoamento até aos nossos dias.

Imperador Carlos I da Áustria

Carlos I da Áustria e IV da Hungria ou Carlos I de Habsburgo-Lorena nasceu no dia 17 de Agosto de 1887 em Persenbeug (Baixa Áustria) e morreu no Funchal no dia 1 de Abril de 1922, junto a sua mulher a imperatriz Zita e os oito filhos. Na sequência do desmoronamento do império austro-húngaro, a família real é obrigada ao exílio numa situação de enorme pobreza, sendo recebido na Madeira, em 1921, onde Carlos, de seu nome de baptismo Karl Franz Josef Ludwig Hubert Georg Maria von Habsburg-Lothringen, o último Imperador da Áustria, Rei da Hungria e Boémia, entre 1916 e 1918, acaba por morrer com apenas 30 anos.

Profundamente crente e empenhado nas suas obrigações enquanto monarca, Carlos I foi beatificado em 2004 pelo Papa João Paulo II.

O Imperador está sepultado na Igreja de Nossa Senhora do Monte.

Centro Interpretativo do Comboio do Monte

Centro Interpretativo do Comboio do Monte

Situado no Largo da Fonte, na antiga Estação de Comboio do Monte, nasceu um novo núcleo cultural alusivo ao comboio que ligava o Funchal ao Terreiro da Luta, passando pelo Monte.

 

Sabia que… havia um “Caminho de Ferro” do Monte, que era percorrido na altura pelo “Comboio do Monte” ou “Elevador do Monte”, ligando a Rua do Pombal, no Funchal, ao Terreiro da Luta, no Monte, numa extensão inclinada de 3,911 km?
Os estudos para o “Caminho de Ferro” do Monte foram concebidos em 1886, pelo engenheiro Raul Mesnier Ponsard, e o primeiro troço até a Levada de Santa Luzia foi inaugurado a 16 de julho de 1893. Em 1894 entra em funcionamento a locomotiva a vapor, importada da Alemanha, e em 1912 o comboio chega finalmente ao Terreiro da Luta, localidade situada a 850 metros de altitude.
A 10 de setembro de 1919, quando o comboio subia em direção ao Monte, deu-se uma explosão na caldeira de uma locomotiva, acidente que ocasionou a sua inoperacionalidade até 1 de fevereiro de 1920.
A 11 de janeiro de 1932 ocorreu um novo acidente, desta vez suscitado por descarrilamento. A partir de então o caminho-de-ferro caiu em desuso, sendo considerado perigoso.
Aliando este facto ao eclodir da II Guerra Mundial e ao consequente decréscimo no número de visitantes à Madeira, a companhia que explorava este meio de transporte faliu. A última viagem do comboio realizou-se em abril de 1943.

Centro Interpretativo do Comboio do Monte

Companhia do Caminho-de-Ferro do Monte

  • 17 Outubro 1890 – era constituída a Companhia do Caminho-de-Ferro do Monte
  • 22 Janeiro 1891 – aprovação do projecto pela Câmara Municipal do Funchal para a construção do elevador ou caminho-de-ferro de cremalheira entre o Funchal e a Freguesia do Monte
  • 16 Julho 1893 – inauguração do troço entre a estação do Pombal e a estação da Levada de Santa Luzia do “comboio” da Companhia do Caminho-de-Ferro do Monte
  • 13 Agosto 1893 – realização da primeira viagem regular
  • 5 Agosto 1894 – inauguração do troço entre a estação do Pombal e o sítio do Atalhinho, Freguesia do Monte. A viagem durava trinta e cinco minutos
  • A estação do Atalhinho ficava localizada em frente ao “Hotel Bello Monte” (actual Colégio do Infante Dom Henrique)
  • 24 Junho 1912 – inauguração do troço entre Pombal e o Terreiro da Luta
  • Entre o Pombal e o Monte, o elevador – que muitos chamavam de “comboio” – percorria uma distância de 2.500 metros e até ao Terreiro da Luta um total de 3.850 metros
  • 10 Setembro 1919 – deu-se uma grande explosão na caldeira de uma das locomotivas, quando o “comboio” subia entre a Levada de Santa Luzia e o Livramento.
  • As viagens ficaram suspensas até 1 de Fevereiro de 1920
  • 1926 – a Companhia do Caminho-de-Ferro do Monte inaugura um novo hotel na Freguesia do Monte, denominado Grand-Hotel Belmonte
  • 31 Outubro 1928 – inauguração da estrada turística Monte – Terreiro da Luta
  • 29 Março 1943 – encerramento da linha férrea do “comboio” da Companhia Caminho-de-Ferro do Monte pelo decreto –lei n.º 32.724
  • 13 Maio 1943 – arrematação em hasta pública do material do “comboio”
  • 17 Maio 1943 – apesar de já há quatro anos não estar em actividade, organizou-se uma última viagem promovida pelo comprador – comerciante da cidade do Porto, Francisco Alves de Sousa
  • Setembro 1992 – A Companhia do Caminho-de-Ferro do Monte, o edifício sede na Rua do Pombal, assim como o Chalet-Restaurant ESPLANADE, no Terreiro da Luta, foram adquiridos por um grupo de empresários madeirenses